Nós iremos discutir os conceitos de espécie futuramente. Mas nesse momento nós vamos nos concentrar nos 2 conceitos mais importantes e examinar como são as evidências da evolução de novas espécies para cada um deles.
Um importante conceito de espécie é o reprodutivo, que define espécie como um conjunto de organismos que podem se reproduzir, mas que não o fazem com membros de outra espécie. O humanos são uma espécie reprodutiva diferente dos chimapanzés, isto é, eles podem se reproduzir entre eles, mas não com chimpanzés.
O outro conceito importante é de aparência fenotípica, em que um espécie é definida como um conjunto de organismos suficientemente similares entre si e diferente dos membros de outras espécies. Essa definição é menos objetiva do que a anterior. É fácil saber se os membros de 2 populações podem cruzar, mas é mais difícil saber se eles são suficientemente diferentes para serem consideradas 2 espécies distintas.
Para não deixarmos dúvidas, vamos estudar as evidências de evolução de novas espécies que se adequem a esses dois tipos de conceito de espécie.
Um caso biológico bem interessante de se comentar é o das "espécies-anel". O exemplo mais clássico é o da salamandra do gênero Ensatina que ocorre na costa oeste dos EUA. Veja o exemplo no vídeo abaixo (em inglês):
http://www.youtube.com/watch?v=PjcFSy1KCTI
A sequência de figuras abaixo mostram de uma maneira simplificada a explicação para esse fenômeno:














"Espécies-anel" fornecem uma importante evidência da evolução, pois elas mostram que diferenças intraespecíficas podem ser grandes o suficiente para gerar diferenças interespecíficas.
Portanto, a variação natural ocorre em todos os níveis (indivíduos, populações e espécies) e pode ser grande o suficiente para produzir uma nova espécie; e isso vai contra a teoria da criação separada.
É muito importante saber que na natureza os grupos não são discretos, ou seja, não são facilmente diferenciados uns dos outros, e sem intermediários.
No próximo tópico abordaremos como novas espécies reprodutivas podem ser produzidas experimentalmente. Até lá!
Portanto, a variação natural ocorre em todos os níveis (indivíduos, populações e espécies) e pode ser grande o suficiente para produzir uma nova espécie; e isso vai contra a teoria da criação separada.
É muito importante saber que na natureza os grupos não são discretos, ou seja, não são facilmente diferenciados uns dos outros, e sem intermediários.
No próximo tópico abordaremos como novas espécies reprodutivas podem ser produzidas experimentalmente. Até lá!
Perfeito. Bastante didático!!! as imagens que eu estava precisando ;)
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