quinta-feira, 26 de novembro de 2009

As evidências da evolução (parte 2)

Na postagem anterior vimos que em alguns casos, a evolução pode ser observada durante o tempo de vida de um ser humano. Hoje, veremos que ela também pode ser produzida experimentalmente.

Imaginem que um fazendeiro tem uma criação de vacas leiteiras. A produção média de cada vaca por dia é de 12 litros de leite. Ou seja, algumas vacas produzem menos e outras produzem mais do que 12L. Se esse fazendeiro cruzar somente as vacas que produzem mais do que 12L de leite/dia, a próxima geração de vacas terá uma produção média de mais de 12L de leite/dia. Então, em apenas uma única geração, grandes mudanças fenotípicas já podem ser observadas.

Vocês podem notar que uma característica foi selecionada pelo fazendeiro. E essa característica foi a produção de leite. Portanto, houve uma seleção artificial.

Esse procedimento é usado rotineiramente na agricultura e pecuária como por exemplo, para aumentar o número de ovos produzidos pelas galinhas, para deixar a carne de bois mais macia, entre outros.

A seleção artificial pode produzir mudanças profundas se mantidas por um longo período de tempo, como por exemplo, a grande variedade de raça de cachorros existentes. A manipulação dos cruzamentos de determinados cachorros começou há muito tempo, provavelmente desde a sua domesticação há mais de 14 mil anos. A gigantesca variedade de formas, tamanhos e cores que observamos nas raças de cahorros nos dias de hoje é uma consequência de todo esse processo.

O ponto principal desses exemplos é mostrar que as espécies mudam (forma ou aparência ou comportamento etc.) ao longo do tempo, sendo possível inclusive, mostrar isso experimentalmente!

Até a próxima postagem!

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