(a) evolução;
(b) transformismo, que é a teoria que diz que as espécies mudam mas sem compartilhar ancestral comum, isto é, as espécies tem origens separadas;
(c) criação separada, que afirma que as espécies se originam separadamente e não mudam.
Podemos resumir as 3 teorias na tabela abaixo
| | espécies mudam ao longo do tempo? | espécies são derivadas de outras espécies? |
| evolução | SIM | SIM |
| transformismo | SIM | NÃO |
| criação separada | NÃO | NÃO |
Vocês podem ver que temos 2 questões-chave na evolução:
1) As espécies tem origens separadas?
2) As espécies mudam depois de sua criação?
Alguns tipos de evidências podem reponder uma ou outra questão, mas para nós o que interessa são as evidências que respondam as 2 questões.
As pessoas diferem no que elas enxergam como pricipal objeção à idéia de evolução e diferentes tipos de evidências ou argumentos são convincentes para diferentes pessoas. Por exemplo, para muitas pessoas, a dificuldade em entender a evolução se dá porque elas não enxergam as mudanças ao longo do tempo, isto é, elas não veem o cachorro do vizinho mudando e nem as plantas de seu jardim. Por isso, mostrar fósseis de animais ou plantas já extintos serve para elas verem que o mundo já foi diferente do que é atualmente.
Vamos começar discutindo a obeservação em pequena escala, que vai ser muito útil para qualquer um que tenha dúvidas sobre se as espécies podem mudar.
Em pequena escala a evolução pode ser observada na natureza. Um dos exemplos mais clássicos é a do pardal (Passer domesticus).

Ele não existia na América do Norte até 1852, quando pássaros trazidos da Inglaterra e da Alemanha foram soltos no Brooklyn, em Nova York. Logo essas aves se espalharam pelo continente, chegando em 1900 em Vancouver (Canadá), em 1933 na Cidade do México (México) e em 1974 na Costa Rica. Hoje ele pode ser encontrado em toda América do Norte. Um estudo feito em 1960 mostrou que os pardais da América do Norte apresentavam diferenças entre si em relação ao tamanho, cor e forma. Por exemplo, os pardais do noroeste do continete eram maiores e mais escuros do que o resto. Mas é importante lembrar que apesar de todas essas diferenças, todas as populações de pardais da América do Norte evoluíram de uma única população ancestral: àquela do Brooklyn de 1852. Ou seja, toda a variação na forma, cor e tamanho dos pássaros surgiu em apenas 100 gerações (os pardais possuem uma geração por ano)!!! Foram grandes mudanças e que ocorreram em um curto período de tempo. Curto o suficiente para os seres humanos conseguirem observar ao longo de uma vida. E apesar de todas essas diferenças, todos esses pardais ainda são classificados como a mesma espécie Passer domesticus.
Esse exemplo é uma evidência de que as espéçies mudam! Desse modo, podemos excluir a teoria da criação separada como uma teoria válida para explicar a história da vida na Terra. Antes de alguém falar que esse é um caso único, vale sr ressaltado que existem inúmeros outros casos como esse, alguns inclusive com mudanças evolutivas observáveis em poucos anos. Nós voltaremos a falar deles mais para frente.
É isso aí pessoal. Espero que vocês tenham curtido o assunto de hoje! Até mais!